Quando um amigo me falou sobre Across The Universe – filme de 2007, dirigido por Julie Taymor –, ele disse que era um musical feito a partir de músicas dos Beatles. Mas o filme não é só isso. É um retrato de uma geração. A partir da vida de várias pessoas, o longa apresenta as ambições, os conflitos, tudo de que se passa na geração das décadas de 60/70. O filme faz referências aos principais símbolos culturais da época, além das questões políticas e sociais.
No entanto, sem dúvida nenhuma, são as músicas do “quarteto de Liverpool” que fazem o diferencial no filme. É impressionante como as composições representam bem cada situação em que elas aparecem. Além disso, as cenas musicais fluem muito bem, não são forçadas, não surgem do nada. O filme também tem o mérito de dar novos arranjos a sucessos consagrados.
Ao usar músicas de todas as fases dos Beatles, Across The Universe permite que se perceba como é diversificada a discografia dos “Fab Four”. Quem não conhece a banda inglesa muito bem, descobre que os rapazes de Liverpool foram do rock básico ao rock mais pesado, Helter Skelter, por exemplo. Também temos as baladas tradicionais e a fase psicodélica.
Outro destaque é as referências feitas no filme a própria banda, como, por exemplo, o show no telhado. Só pela trilha sonora já valeria a pena assistir ao longa, mas Across The Universe é mais do que as músicas dos Beatles. É um bom filme.